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Sobre dedões do pé
Março 26, 2008, 2:26 pm
Arquivado em: Mente aberta | Tags: , , ,

Eu não consigo amar dedões do pé, pois eles não foram feitos para serem amados pelos homens, a questão é pura e leviamente sexual! O amor é frágil, é a mão que risca o gesto mais puro no ar. Quando se ama, se adoece, se fragiliza diante do mundo, se sente dominado por forças da qual não se sabe de onde vem (do outrem? de mim? de meras convenções sentimentais?), amando saímos do plano de planos e voamos para o teto irregular.
E é assim, um dedão é sempre um dedão diante de outro. Não basta ter carne e osso, têm que ter coração, mesmo que ele adoeça por engano.
Já os mindinhos, são como o totem ainda não explorado, a junção do aconchego e da versatilidade. Mindinhos são determinados em suma, são como rosas dispostas a serem observadas, mas não tocadas. Eles te fazem arder e se amolecer diante dos outros, e você tem orgulho disso. Se ama um mindinho toda vez que se escuta uma boa música de amor, se apaixona por um dedão toda vez que seu coração necessita do par pra dividir a ignorância, o não querer por querer sofrer.
Se ama assim, sem poder decidir quando e quem será o próximo.


1 Comentário até o momento
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Boas metáforas…

Mas eu só sei q foram metáforas pq vc já tinha me dito. Senão, eu ia achar que era só uma daquelas coisas que vc falava qnd chegava da rave.

Comentário por marcos




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