Eu confesso que ao contrário do Engenheiro, minha vida não tem uma Pessoa, mas fragmentos de várias. Eu procuro as partes pelas partes, consumo o que é necessário, não reciclo nem pechincho, as reposições básicas do meu estoque privado de emoções simplesmente estão por aí, aos montes. Não procuro a definição, me alegro com a indefinição do sujeito (um, uns, uma, umas) e prefiro eu mesmo montar minha cesta.
O difícil é se acostumar com a lista de compras, pois num dia DAQUELES, quando até o poodle de rua te olha com desapego, a primeira coisa que você pensa (ou não pensa, apenas age) é sair do supermercado levando a melhor e a mais cara das marcas de iogurte. Pois estamos à procura do diferencial. Do valor agregado.
É por isso, que às vezes e outras, me apego a uma pessoa. Simplesmente por valores agregados.
Eu tenho 48h para vender um carro, e passei meus ultimos três anos trabalhando duro (leia-se bravamente) para comprar um, ainda que seja popular.
And isn’t it ironic… don’t you think.