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Tom Jobim nunca imaginou que um dia suas músicas poderiam voar…
Quarta-feira é dia de ir programando o meu final de semana. Na sexta dia 18 acontece no Palácio das Artes no Grande Teatro o show em homenagem aos 50 anos de bossa nova “Bossa Sempre Nova, momentos históricos” e irá contar com a presença de Fernanda Takai, Carlos Lyra, Leni Andrade. Segue um comentário sobre o show no site da fundação:
Fernanda Takai, integrante do grupo Pato Fu, abre o espetáculo interpretando em um bloco em homenagem a Nara Leão, com músicas do repertório de Nara como “O barquinho” (Menescal/Bôscoli) e “Corcovado” (Tom Jobim). Leny Andrade entra em seguida interpretando clássicos que marcaram o Beco das Garrafas, em Copacabana (RJ), e os pocket shows dirigidos pela dupla Miele e Bôscoli.
No terceiro momento do show, o compositor Carlos Lyra faz uma homenagem ao célebre Concerto do Carnegie Hall, apresentado em 1962, em Nova York, que representou a entrada da Bossa Nova no exterior. Participaram desse momento o próprio Lyra, Roberto Menescal, João Gilberto, Tom Jobim, Durval Ferreira, etc, quando a Bossa Nova ultrapassou fronteiras e ganhou o mundo. Lyra interpreta “Lobo Bobo” (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), “Minha Namorada” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), dentre outras.
“Bossa Sempre Nova, momentos históricos” é fechado com chave de ouro por Emílio Santiago, interpretando o clássico “Chega de Saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
Acontece que justamente hoje, quando fique sabendo do show, um amigo que trabalha em uma companhia aérea me disse que consegue passagens de ida e volta de avião para minha cidade natal pelo preço que eu pagaria para uma empresa de ônibus.
Na minha cidade, acontece este final de semana um carnaval fora de época faladíssimo no estado e confesso que até eu já pipoquei em idades passadas. Meu melhor amigo me espera lá e ele é daqueles que seguram no trio, descem até o chão e giram a pomba até ela bater com a cara no primeiro meio-fio (continui com a saga das palavras esquecidas pela modernidade). Eu sei como é. De qualquer forma eu iria para casa, minha mãe foi expulsa de lá (não por isso) e meu irmão com certeza vai bancar o estoque de bebidaas alcóolicas os quatro dias de folia na certa. Então, eu por alguns minutos pensei em ficar aqui e escutar bossa, mas passado estes eu percebi que escutar bossa em meu ipod observando as nuvens lá em cima pelo preço que eu pagaria viajando 6h de ônibus é tão bom quanto. E viva o axé da Bahia. Viva Minas Gerais. Viva a popularização do avião.
Sò lembrando já que toquei no assunto que está aberta a votação para a escolha do nome da nova companhia aérea aqui no Brasil. Eu não devo ter sido o primeiro a mandar a sugestão, mas por ventura, votem no nome SAMBA! O prêmio? Passagens aéreas vitalícias. Ou seja, barrinhas de cereais também.