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Eu sinto que há qualquer momento eu vou explodir me libertar.
Meu sonho que não tem um final definido, me puxa por todos os lados e eu não consigo sair do lugar, parecendo que toda força é em vão, todo pensanento é um refrão que logo se repete, se repete até cair no esquecimento e dar lugar a outro, de maior eloquencia.
Eu penso que eu tenho buraco cheio de vontades, todas soltas e sem ligações íntimas, todas estas me impulsionam para a imperfeição, para a indecisão, para o profundo desespero.
E sigo adiando o sonho, como se a base ainda não estivesse perfeita para sustentá-lo, de tão grande que se tornou. E me parece que tão antes eu me apresse, tão antes eu me desespere, mais eu tenho a consciência de que estou em uma ciência ímpar, uma ímpar ciência ou impaciência de estar só.